terça-feira, 16 de maio de 2017

Dietas caseiras para Cães e Gatos

Daniele Cristina de Lima, Tais Silvino Bastos

Introdução 

A relação entre os homens e os animais de estimação vem se estreitando cada vez mais. A partir desta aproximação, esses pets passaram a ser considerados membros da família, e assim, despertar as mais variadas preocupações, desde as relacionadas à saúde, alimentação, bem-estar e longevidade. 
Essa proximidade dos animais e seus proprietários tornou crescente a busca por novas alternativas alimentares, como o uso de alimentos diferenciados, o fornecimento de dietas próximas da sua alimentação inata antes de serem domesticados. 
Nesse contexto, vários nichos estão crescendo e conquistando o mercado petfood, como por exemplo, a alimentação natural: dietas livres de grãos (grain free), dietas caseiras, entre outras. Esses novos alimentos refletem o grande avanço nas pesquisas e novas preocupações quanto à nutrição e saúde dos animais de companhia. 

Relação Ancestral

A teoria mais aceita atualmente para a domesticação de cães é que ela deu início quando o homem começou a se fixar em pequenas aldeias. Desse modo, os lobos, acabavam ficando ao redor dessas aldeias para conseguir restos de alimentos que sobravam da alimentação dos hominídeos (Lopes, 2012). Aos poucos tanto o homem quanto o lobo foram percebendo que a interação entre eles poderia ser interessante, já que, enquanto os lobos podiam se alimentar de restos de caça, os hominídeos tinham vantagens quanto a proteção da aldeia (Coppinger & Coppinger, 2002). Nesta fase, alimentação era basicamente restos de animais, vísceras, e até mesmos ossos que sobravam da alimentação humana. 
Já a domesticação dos gatos se deu de uma maneira um pouco diferente. Há relatos de que a sua domesticação se iniciou no Egito, em que além da sua função no controle de pragas, estes animais eram considerados membros da família e uma divindade. Na China, o gato era considerado animal de estimação de mulheres. No Japão eles eram bem aceitos e as gatas de escama de tartaruga eram símbolos de sorte e prosperidade. Na Europa medieval, no início os gatos também tinham função de controle de pragas e caçador, entretanto pelo reaparecimento dos cultos pagãos durante a peste negra, que matou 25 milhões de pessoas, a figura do gato foi associada a cultos satânicos. Nesta época muitos gatos foram mortos. Diferente dos cães, os gatos se alimentavam de presas menores. 
A partir de então, cães e gatos veem se integrando as famílias, tornando não só animais de estimação, mas até mesmo membros da família. Da mesma forma que a relação entre homens e animais de estimação evoluiu ao longo dos anos, as dietas desses animais também evoluiu consideravelmente.

Dietas industrias

Até meados dos anos de 1980, cães e gatos eram alimentados basicamente com restos de alimentos para humanos. Entretanto, a história das dietas industrias é mais antiga. Uma das primeiras dietas prontas para cães surgiu em meados de 1800. 
James Spratt, um eletricista americano que vivia em Londres observou que os cães gostavam de se alimentar com restos de biscoitos deixados por humanos e teve a ideia de produzir a primeira dieta comercial. Este produto continha trigo legumes e carne. A primeira alimentação exclusiva para cães apareceu em meados de 1890 nos EUA com o produto “Spratt’s Patent Limited”, além disso, os biscoitos para cães também eram considerados sinônimo de alimento para cães.
Após a primeira guerra mundial surge um alimento úmido para cães tendo como base a carne de cavalo. Era utilizada a carne de cavalos que morreram durante a guerra e o produto chamava-se Ken -L. Na década de 1930 surgiram as primeiras dietas enlatadas para gatos e também as rações secas semelhantes com as que conhecemos hoje. A partir da segunda guerra mundial o mercado e rações para pets se expandiu ainda mais e grandes marcas começaram a surgir.

Mercado pet

Atualmente, há uma infinidade de produtos disponíveis para cães e gatos, desde dietas básicas, prêmio, super prêmio, dietas livres de grãos, livres de transgênicos, até mesmo dietas específicas para raças. Além de dietas coadjuvantes para animais senis ou com algum tipo de doença crônica.
O Brasil apresenta a quarta maior população de animais de companhia com o terceiro faturamento mundial no setor pet, dentro desse setor o faturamento com pet food é de 67,3% correspondendo a um total de R$18 milhões (ABINPET, 2016).
Assim como a mudança na indústria de pet food, também houve uma mudança muito grande em relação ao modo como os animais de companhia são tradados. Se antes eles tinham a função de cuidar da casa, hoje são considerados membros da família e seus tutores não medem esforços para fornecer uma dieta de qualidade.
Nos estados unidos cerca de 63% dos tutores consideram seus pets como membros da família (AVMA, 2012b). E por ter esse apego alguns tutores acreditam que cozinhar o alimento do seu animal de estimação ou até mesmo fornecer-lhe uma dieta parecida com a sua pode ser uma forma de mostrar o quanto esse animal é importante.
Além disso, se antes cães e gatos se alimentação basicamente de fontes proteicas, com o aumento do consumo de alimentos industriais, hoje, estes animas consomem fontes de carboidratos como base de sua alimentação por questões de custo e processo destes alimentos. Pensando nisso, algumas pessoas acreditam que o melhor para seus pets seria alimenta-los com dietas parecidas com a que os seus ancestrais consumiam a milhões de anos atrás. Assim surgem as dietas caseiras.

Alimentação Natural

De acordo com a AAFCO (2013), alimento ou ingrediente natural é aquele derivado de plantas, animais e fontes naturais, sem aditivos sintéticos ou que derive de processo industrial. Entretanto, alguns ingredientes sintéticos podem ser adicionados contanto que apresentem valor nutritivo.
Para a FEDIAF (2011), alimentos naturais são alimentos derivados de plantas e animais os quais foram submetidos apenas a processamento físico. Estas duas definições apresentam algumas diferenças como por exemplo o óleo de soja extraído com hexano. De acordo com a AAFCO este óleo pode ser considerado natural desde que não haja resíduo do hexano no produto final. Já para a FEDIAF, este produto não é considerado natural (BUFF et. al, 2014).

Dietas Caseiras

Dietas caseiras, ao contrário do que se pensa, não se trata de fornecer aos animais “restos de comida” e sim uma dieta que deve ser formulada e balanceada para o estado fisiológico que o animal se encontra. Sua forma de fornecimento é basicamente crua (com ou sem ossos) e cozida.
É imprescindível ressaltar que a formulação de dieta caseira não é simples, exige entendimento das necessidades nutricionais dos animais, conhecimento da composição química dos ingredientes fornecidos e como os processos fisiopatológicos podem afetar as necessidades nutricionais (BRUNETTO et al., 2011).
Existe um grande número de receitas de dietas caseiras disponibilizadas em livros e websites; no entanto, essas dietas podem conter desbalanços nutricionais (LAUTEN et al., 2005; STOCKMAN et al., 2013). Outro fator importante a ser considerado é o fato de os proprietários alterarem as fórmulas prescritas pelos nutricionistas sem recomendação prévia, conforme estudos conduzidos em universidades localizadas em São Paulo (HALFEN et al., 2013; OLIVEIRA et al., 2014), aumentando a chance de ocorrer doenças nutricionais metabólicas.
Dentro das dietas caseiras destacam-se as dietas cruas, cozidas, vegetarianas e orgânicas.

Dietas cruas
As dietas cruas podem ser divididas em três categorias de acordo com Freeman & Michel (2001): (1) dietas cruas completas e balanceadas, geralmente são vendidas congeladas; (2) dietas caseiras cruas preparadas pelos tutores dos animais (receitas encontradas em livros de receita ou sites na internet), podem ser balanceadas globalmente, entretanto, podem não ser balanceadas em cada refeição individual; (3) dietas de combinação que consiste na mistura de carne crua fornecida pelo proprietário com grãos disponíveis no comercio.
A principal preocupação com a utilização de dietas cruas é em relação a segurança alimentar, já que apresenta riscos de contaminação biológica como por exemplo a salmonelose, toxoplasmoses e verminoses diversas (Saad e França, 2010).

Dietas cozidas
A higienização adequada dos alimentos e o cozimento dos ingredientes utilizados nas dietas são de extrema importância, pois evitam a contaminação bacteriana, uma vez que as carnes podem oferecer riscos para a saúde dos animais e transmitir zoonoses. Além disso, o cozimento de fontes de carboidratos aumenta o aproveitamento nutricional dos ingredientes (AVMA, 2013; WEETH, 2013).
Em experimento realizado comparando uma dieta caseira cozida e duas dietas comerciais, sendo uma básica e outra super premio, Félix et.al (2009), relatam maior coeficiente de digestibilidade para a matéria seca, proteína bruta, e extrativos não nitrogenados para as dietas caseiras. Ainda, os autores relatam que não houve diferença no escore fecal, demonstrando que dietas caseiras cozidas podem ser uma boa alternativa quando bem formuladas.

Dietas vegetarianas
Geralmente os tutores que optam por fornecer dietas vegetarianas também são vegetarianos, neste caso, a escolha por este tipo de alimento vem através de convicções, religião, preocupações éticas e saúde. Formular um alimento vegetariano para cães e gatos é um grande desafio já que, é preciso ter maior atenção com as exigências de aminoácidos para dietas destinadas a cães, entretanto para esta espécie é possível o fornecimento de uma dieta deste tipo.
Outro ponto importante a ser salientado, deve-se ao fato de os gatos serem considerados carnívoros estritos, ou seja, carnívoros obrigatórios. Por isso, ao serem alimentados com uma dieta que não possua ingredientes de origem animal (vegetariana), eles não irão conseguir sintetizar, por exemplo, a taurina - um aminoácido essencial à saúde dos olhos e coração - assim como inúmeras outras particularidades, destacando-se também o ácido araquidônico e a vitamina A, provenientes de produtos de origem animal. 

Dietas orgânicas
O alimento orgânico não apresenta ingredientes de origem animal que foram tratados com antibióticos ou de origem vegetal produzidos com praguicidas ou fertilizantes sintéticos ou melhorados geneticamente. Além disso, este alimento não possui forma de conservação senão a refrigeração ou congelamento.

Alimentos que não podem ser dados a cães e gatos

Segundo a FEDIAF (Federação da indústria de pet food da Europa), os alimentos com maiores evidências científicas de toxicidade para cães e gatos são o chocolate (exceto aos produzidos exclusivamente para cães), cebola, alho, uvas in natura ou passas. Café e chá apresentam ainda em sua composição o componente tóxico cafeína, que é semelhante a teobromina encontrada no chocolate (KOVALKOVIČOVÁ et al., 2009).

Vantagens e desvantagens das dietas caseiras

Os aspectos positivos neste tipo de dieta compreendem uma maior palatabilidade, o uso de ingredientes frescos e grande variedade de componentes. Essas dietas podem ser preparadas visando objetivos específicos, como as dietas hipoalergênicas, destinadas a animais alérgicos. Em contrapartida, essas formulações podem apresentar grandes variações nos teores proteicos, vitamínicos, minerais e das gorduras. Quando utilizado fórmulas padrão ou restos de comida de humanos, essa aleatoriedade apresenta digestibilidade incerta. Além de desbalanços minerais e vitamínicos que podem acontecer.
Dietas com desiquilíbrio de vitaminas e minerais podem estar associadas a muitas doenças como osteodistrofias, pansteatite, Doenças da pele, anemia, hipoproteinemia, cardiopatias, nefropatias, Deficiências imunológicas e muitos outros. Cães e gatos que consomem dietas caseiras podem apresentar mais comumente osteodistrofias (BENET et. al, 1976).

Alternativas da indústria

Para suprir esta necessidade relacionada a dietas mais próximas das dietas naturais, com maiores níveis de proteína e alimentos mais frescos, a indústria vem investindo em alimentos livres de grãos e ingredientes transgênicos. Dessa maneira há uma forte tendência de se utilizar de carne fresca e até mesmo grãos inteiros, frutas e vegetais (LUMMIS, 2012).
Outra alternativa interessante e já consagrada pela indústria e a utilização de alimentos úmidos, pois apresentam carne fresca, muitas vezes, e níveis maiores de proteína bruta.

Dietas grain free

Apesar de o nome indicar ausência de carboidratos, “as rações comerciais livres de grãos” apresentam apenas uma minimização, devido a sua composição centesimal, com níveis elevados de proteínas e lipídeos.
Em virtude da diminuição de carboidratos da dieta grain free, o nível médio de garantia desses alimentos é diferenciado do nível dos secos extrusados atuais: a proteína bruta é mais elevada, com teor de 35 a 50%, bem como o teor de lipídeo, de 16 a 26%. Este perfil se relaciona com o nível de inclusão de produtos de origem animal, cerca de 70%, enquanto que os 30% restantes são preenchidos por frutas, legumes, verduras, componentes bioativos e funcionais.
Os principais ingredientes (considerando os maiores percentuais) de origem animal são aqueles que mais se assemelham aos utilizados na alimentação humana, como carnes frescas e desidratadas, ovos, óleos animais (de frango e de peixe) e etc.
Outros elementos empregados, não tão frequentes nas dietas convencionais, são as frutas e legumes desidratados, tais como: batatas floculadas, amido de batata, batata doce floculada, etc.

Dietas comerciais úmidas

Essa modalidade de alimento, de modo geral, utiliza em suas formulações produtos de origem animal. Os alimentos enlatados apresentam alto teor de umidade (usualmente, de 74% a 78%). Geralmente, contêm alto nível de carnes frescas ou congeladas. Uma fórmula baseada em carne pode conter de 25% a 75% de carne e/ou produtos derivados. Nessa linha, muitos alimentos enlatados possuem níveis significantes de proteína texturizada (glúten de soja ou trigo), a qual é essencialmente análoga à da carne e com uma estrutura que imita a sua aparência.
Altas densidades de energia em alimentos enlatados prescrevem altas concentrações de aminoácidos (proteína), vitaminas e minerais. Embora esses alimentos sejam designados para serem consumidos sozinhos, como uma dieta completa e balanceada, são comumente utilizados como suplementação, para aumentar a aceitabilidade de alimentos secos pelo animal. Entretanto, nem sempre aumenta o valor nutricional de um alimento seco balanceado (NRC, 2006). 

Por que não utilizar dietas comerciais 

Utilização de coprodutos

Muitos tutores de cães e gatos acreditam que a utilização de coprodutos seja ruim já que se está utilizando de ingredientes que seriam jogados fora. Entretanto, na maioria das vezes apresentam alta digestibilidade e podem ser utilizados sem problema algum.
Coprodutos são substancias originadas no processo industrial e que podem ser reaproveitadas (SPADOTTO, 2006). Segundo Laufenberg et. al, (2003), muitos coprodutos podem apresentar alto valor biológico. Quando processadas adequadamente podem ser convertidos em matérias primas para processos secundários.
A utilização de coprodutos tem sido muito importante na nutrição de cães e gatos. De acordo com a FAO, a população mundial será de 9 bilhões de pessoas até 2050, o que demandará um aumento da produção de alimentos de 70%. Se isso se concretizar as pessoas terão que se utilizar de alimentos como milho e soja, os quais são na sua maior parte utilizados na nutrição animal. Neste contexto, os coprodutos terão importância fundamental na alimentação de animais de produção e estimação.
Outra questão importante é em relação ao aproveitamento desse material que seria jogado fora para reduzir o impacto ambiental. Pensando nisso, há grande tendência ao aproveitamento destes coprodutos por parte da indústria (KAWABATA, 2008). Principalmente, porque a utilização desses coprodutos não compete diretamente com a alimentação humana.

Utilização de aditivos

Muitos tutores preferem fornecer dietas caseiras para seus pets por acreditar que a suplementação em dietas comerciais seja prejudicial para a saúde. Entretanto, a maioria dos aditivos utilizados podem melhorar a qualidade de vida e acordo com o estado fisiológico, raça e até mesmo em algumas doenças crônicas.
Os aditivos podem auxiliar na saúde oral, saúde intestinal e características de fezes, agentes condroprotetores, reguladores de peso e também na conservação das dietas.

Considerações finais

Dietas caseiras podem ser uma boa alternativa de alimento completo para cães e gatos. Entretanto, deve-se evitar o uso de dietas cruas já que podem acometer doenças tanto para os animais quanto para os seus tutores. Também é importante certificar-se de que a dieta dada é formulada por um profissional e devidamente balanceada. É preciso tomar muito cuidado com o uso de dietas vegetarias principalmente quando pensando em gatos, já que são carnívoros estritos.
Assim como dietas caseiras formuladas por profissionais capacitados, as dietas comerciais também são balanceadas e podem ser dadas aos animais de estimação saudáveis ao logo de toda a vida. Além disso, a utilização destas dietas ajuda na questão ambiental com o uso de coprodutos e com a saúde destes animais com o uso de alguns aditivos específicos.

Referências bibliográficas
Abinpet, 2016. Associação brasileira da indústria de produtos para animais de estimação. 
American Veterinary Medical Association (AVMA). 2012a. Raw or undercooked animal-source protein in cat and dog diets.
Association of American feed control officials (AAFCO), 2013.
Bennet D., 1976. Nutrition and bone disease in the dog and the cat. Vet Rec 98, 313–321.
Brunetto, M. A.; Gomes, M. O. S.; Andre, M. R.; Teshima, E.; Gonçalves, K. N.; Pereira, G. T.; Ferraudo, A. S.; Carciofi, A. C., 2011. Effects of nutritional support on hospital outcome in dogs and cats. Journal of Veterinary Emergency and Critical Care, v. 20, n. 2, p.224-231.
Buff, P. R., Carter, R. A., Bauer, J. E., Kersey, J. H., 2014. Natural pet food: A review of natural diets and their impact on canine and feline physiology. Animal science, p. 3781 – 3791. Coppinger, L.; Coppinger, R. 2002. Dogs: A New Understanding of Canine Origin, Behavior and Evolution. University of Chicago Press. ed. 1. p. 356.
FEDIAF nutritional guidelines, 2014. In: Fédération européenne de l’industrie des aliments pour animaux familiers.
Félix, A. P., Sá Fortes, C. M. L., Nascimento, S. T., Carciofi, A. C., Laurentiz, A. C., Bergamaschine, A. F., 2009. Archives of Veterinay Science, v.14, n.1, p. 25-30.
Laufenberg, G., Kunts, B., Nystroem, M., 2003. Transformation of vegetable waste into added products. Bioresouse Technology, v. 87, n.2, p. 167-198. 
Lauten, S. D.; Smith, T. M.; Kirk, C. A.; Bartges, J. W.; Adams, A. M., 2005. Computer analysis of nutrient sufficiency of published home-cooked diets for dogs and cats. In: 23th Annual ACVIM Forum Baltimore, 2005, Proceedings Baltimore: American College of Veterinary Internal Medicine.
Lopes, K. R. F., 2012. Considerações sobre a importância do cão doméstico (canis lúpus familiaris) dentro da sociedade humana. Acta Veterinaria Brasilica, v. 6, n.3, p. 177-185.
Lummis, D., 2014. Natural, organic and eco-friendly pet products in the U. S. Packaget Facts, Rockville, MD.
Nacional Research Council, 2006. Nutriente requierements of dogs and cats. Washington: National Academies, p. 398.
Kovalkovičová, N.; Šutiaková, I.; Pistl, J.; Šutiak, V., 2009. Some food toxic for pets. Interdisciplinary Toxicology, v. 2, n. 3. p. 169-176.
Saad, F. M. O. B.; França, J., 2010. Alimentação natural de cães. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 39, p. 52-59.
Spadotto, C. A., Ribeiro, W. C., 1998. Gestão de resíduos na agricultura e na agroindústria. Botucatu, p. 319
Weese, J. S.; Rousseau, J.; Arroyo, L., 2005. Bacteriological evaluation of commercial canine and feline raw diets. The Canadian Veterinary Journal, v. 46, n. 6, p. 513-516.