segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Proteínas para Cães e Gatos

Juliana Rodrigues de Souza¹; Adriana Paula Martins² 

¹Aluna de graduação Zootecnia, Universidade Federal do Paraná. 
²Zootecnista, mestranda em Nutrição de Cães e Gatos.

1. Introdução

A presença de animais de companhia dentro dos lares cresceu com a domesticação e principalmente através da humanização dessas espécies. Com o pressuposto, fica evidente a demanda de estudos relacionados à nutrição de cães e gatos, visando elaborar dietas adequadas e balanceadas, a fim de proporcionar maior longevidade, sendo um ponto fundamental e positivo para os proprietários. Os pets necessitam de diversos nutrientes em sua dieta, visando obter um crescimento normal e manter o organismo saudável. Dentre os nutrientes essenciais, isto é, aqueles que devem estar presentes na dieta a fim de satisfazer as necessidades do animal, estão as proteínas.

Proteínas são compostos orgânicos constituídos de aminoácidos, fundamentais para o bom funcionamento das condições fisiológicas, tais como: crescimento, gestação, lactação ou atividade física que exige alta utilização de proteínas. Entre 25% a 40% da matéria seca de alimentos destinados para cães e gatos, são provenientes de coprodutos de origem animal. Estas matérias-primas são importantes fontes de proteínas, gorduras e minerais na alimentação de cães e gatos (MURRAY et al., 1997).

As proteínas são ingredientes de grande importância para a dieta dos pets principalmente porque são excelentes fontes de energia. As proteínas podem ser tanto de origem animal quanto de origem vegetal, ambas podem apresentar alto teor de digestibilidade e ser palatáveis para cães e gatos, porém, vai depender do nível de processamento.

Cães e gatos têm uma exigência de 23 aminoácidos diferentes, sendo estes unidades estruturais das proteínas. Os cães necessitam de 10 aminoácidos essenciais, que são aqueles que o organismo não é capaz de produzir ou não o produz suficientemente, já os gatos necessitam de 11, porque necessitam da Taurina (FERNANDES et al., 2009 e BURGER et al., 1988 e CASE et al., 1995). Os outros 12 aminoácidos podem ser fornecidos pela dieta ou sintetizados pelo próprio organismo.

2. O que são proteínas?

Proteínas são polímeros resultantes da desidratação de aminoácidos, e cada resíduo de aminoácido liga-se ao composto seguinte por ligação covalente, denominada ligação peptídica, sendo esta uma reação entre o grupo amina de um aminoácido e o grupo carboxila do outro. (LEHNINGER, 2006). Tais aminoácidos são produzidos pela quebra de proteínas da dieta no trato digestivo e estes desempenham papel na síntese das proteínas que são essenciais para construir, reparar órgãos e tecidos, transportar moléculas, exercer função hormonal, isto é, enviar mensagens de um órgão para o outro e principalmente, auxiliar no combate a doenças. (WALTHAM, 2012).

As proteínas são compostas por 20 aminoácidos, denominados alfa aminoácidos. Apesar de possuírem 20 tipos de aminoácidos, apenas 10 são essenciais aos cães e gatos, ou seja, não são produzidos pelo organismo e devem ser fornecidos através da dieta. Sendo eles: Fenilalanina, Valina, Triptofano, Treonina, Isoleucina, Metionina, Histidina, Arginina, Lisina e Leucina. O que difere uma proteína da outra é a sua composição de aminoácidos, por isso possuem funções distintas e específicas. 

3. Aminoácidos essenciais

Aminoácidos essências são aqueles que não são produzidos pelo organismo, sendo assim, necessitam ser obtidos através da dieta. (ALMEIDA et al.,2007).

A Metionina e a Cisteína são aminoácidos sulfúricos que exercem papel fundamental na síntese da queratina, proteína do pelo. Cerca de 30% das proteínas diárias gastas por cães adultos são utilizadas na síntese de queratina que mantém a pele e o pelo do animal. Ambos os aminoácidos são abundantes nas proteínas dos peixes e ovos, glúten de trigo e milho também são fontes muito ricas. (WALTHAM, 2012).

A Arginina é importante para a síntese de ureia a partir da amônia. Este aminoácido exerce função tanto na excreção da amônia quanto no relaxamento do vaso sanguíneo e liberação de diversos hormônios. A falta de Arginina na dieta pode ocasionar intoxicação por amônia nos felinos e também, salivação em excesso, tremores, vômito e morte. O aminoácido é encontrado em carnes, incluindo vísceras, e na gelatina. (WALTHAM, 2012).

A Lisina é um aminoácido essencial que tem como função a síntese de proteínas. É o primeiro aminoácido a apresentar limitação na dieta, ou seja, possui risco de ser deficiente se o alimento não for formulado corretamente. A Lisina é sensível ao calor, por isso, durante o processamento sofre uma reação química com o açúcar, sendo importante na criação de sabores e aromas. O aminoácido é abundante em fontes animais e também vegetais, como a soja. A deficiência da Lisina pode levar à perda de peso, devido à falta de apetite e o excesso provoca deficiência de arginina. (WALTHAM, 2012).

A Fenilalanina é um aminoácido aromático que é vital para a produção de Feomelaninas e Eumelanina que são responsáveis por definirem a cor da pelagem do animal. Este aminoácido é fundamental para a produção de hormônios da tireoide e para a síntese de tirosina, além disso, auxilia no bom funcionamento do cérebro e da reprodução. A Fenilalanina é encontrada nas proteínas de origem animal. Sua deficiência ocasiona disfunção neurológica, andar descoordenado e hiperatividade em gatos e em cães, provoca perda de peso e avermelhamento das pelagens pretas. (WALTHAM, 2012).

Leucina, Isoleucina e Valina constituem a classe de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA). Esses aminoácidos estimulam a síntese de proteínas e desaceleram sua quebra nos músculos, ajudam a aumentar a massa magra e auxiliam na prevenção de desgaste muscular. Os BCAAs são encontrados em fontes proteicas de origem animal. A deficiência causa perda de peso e letargia. (WALTHAM, 2012).

A Histidina age como precursora de diversos compostos neurológicos, como a Histamina, e tem função estrutural em proteínas. A carne é uma das fontes desse aminoácido. Sua deficiência resulta em perda de peso e falta de apetite e nos gatos, pode acarretar catarata. (WALTHAM, 2012).

A Treonina é um alfa aminoácido e possui um grupo álcool em sua estrutura. Atua como precursora de moléculas que atuam na produção de energia. Esse aminoácido é encontrado em fontes de origem animal. Sua deficiência provoca perda de peso e em gatos, problemas no sistema nervoso. (WALTHAM, 2012).

O Triptofano é um aminoácido importante na produção de hormônios. Em cães, age como precursor na síntese de niacina. O Triptofano é encontrado em fontes proteicas de origem animal e sua deficiência resulta em recusa para comer e perda de peso.

4. Importância das proteínas para cães e gatos

Os cães e gatos necessitam das proteínas para o crescimento e manutenção de grande parte dos tecidos do corpo, pois elas constituem um importante componente estrutural da pele, dos tendões, dos ligamentos, dos glóbulos sanguíneos e da cartilagem. As enzimas necessárias para reações químicas são sintetizadas a partir de proteínas, além disso, constituem os hormônios que atuam na célula como mensageiros químicos e os anticorpos que fazem parte do sistema imunológicos dos pets. Na dieta para esses animais, as proteínas são um dos principais nutrientes que fornecem energia. As células e tecidos dos pets se desgastam ao longo do tempo, por isso precisam ser substituídas (Purina, 2016).

Sendo assim, as proteínas do corpo estão em um estado constante de mudança, visando sintetizar novas proteínas para que não haja deficiência proteica no organismo dos cães e gatos. As proteínas que não são direcionadas para a reposição de células e tecidos são utilizadas como fonte de energia. A deficiência de proteína na dieta de cães e gatos não é muito comum, no entanto existem alguns indicadores para sabermos se esses animais estão bem nutridos, por exemplo, na falta de proteína ocorre redução do apetite, crescimento lento ou perda de peso, desenvolvimento de pelagem áspera e sem brilho, funções do sistema imunológico ficam comprometidas. Os gatos possuem uma necessidade maior em relação ao aminoácido taurina, que é fundamental no metabolismo dos ácidos da bile. Sua falta pode ocasionar perda de visão, doenças cardíacas e problemas reprodutivos. (ROMANINI et al., 2008).

5. Taurina na nutrição de pets

Os gatos possuem uma particularidade em relação à exigência da Taurina, um aminoácido classificado como essencial para a espécie. (WALTHAM, 2012).

A taurina é um aminoácido essencial apenas para os felinos, pois apenas eles não capazes de sintetizá-lo suficientemente. É um aminoácido sulfúrico encontrado nos tecidos dos animais. O gato absorve níveis mais adequados do nutriente quando este está no alimento seco. Fontes de proteína animal, principalmente as vísceras, são ricas em taurina. (WALTHAM, 2012). Embora os cães e gatos possam produzir sua própria taurina, os gatos não produzem quantidade suficiente para demanda metabólica de seu organismo. Comparado aos cães, eles necessitam fisiologicamente de uma maior quantidade deste aminoácido. Portanto, a adição de taurina na alimentação dos felinos é importantíssima, pois ela exerce funções essenciais no organismo, por exemplo, atua no crescimento do animal, auxilia na estabilidade e homogeneização de gorduras e conjugação com ácidos biliares, atua também nos músculos esqueléticos e cardíacos e na preservação das funções vasculares, e principalmente na resposta imunológica. Sua falta pode ocasionar granulação da área central da retina, onde há grande concentração de cones, que são responsáveis por permitir a visão de cores e detalhes de objetos e consequentemente, provocar a cegueira; e também alterações cardíacas, como a cardiomiopatia dilatada em felinos. Além disso, mães portadoras da deficiência de taurina podem gerar filhotes com anormalidades neurológicas. (ROMANINI et al.,, 2008 & NELSON E COUTO et al.,, 2006 & et al.,,STADES, 1999).

6. Fontes protéicas

As fontes proteicas utilizadas para cães e gatos podem ser classificadas em duas categorias: as de origem vegetal e as de origem animal, no entanto ambas podem ser combinadas na formulação (FELIX, 2011).

Os ingredientes de origem vegetal mais utilizados na formulação de rações são o farelo e a farinha de soja, concentrado proteico de soja, proteína isolada de soja, grão tostado de soja, soja micronizada e o glúten de milho. Já os de origem animal são co-produtos de origem animal, como a farinha de carne e ossos, farinha de vísceras e aves e farinha de vísceras de suínos. (FELIX, 2011).

As carnes frescas são as fontes de maior preferência nas formulações de dietas para animais de companhia, mas isso não é praticado por diversos problemas, tanto financeiros quanto qualitativos, dentre eles: altos custos associados com congelamento e refrigeração, despesas envolvidas com o transporte de matérias-primas com grandes quantidades de umidade, além disso, o processo de extrusão não suporta mais de 25% de carne fresca em uma fórmula, carnes frescas reduzem a eficiência de produção e dietas à base de carne fresca podem ser mais difíceis de estabilizar. Portanto, o que as indústrias utilizam são alimentos secos com proteína concentrada. Aldrich (2009) e França et al. (2011). Silva (2003) e França et al (2011) afirmam que como fontes alternativas de proteínas, buscam-se alimentos que sejam eficientes no fornecimento de nutrientes necessários para atender às exigências nutricionais dos animais de companhia, com menor custo e sem comprometimento da qualidade, possibilitando o acesso desses produtos para o consumidor.

As proteínas de origem animal apresentam maior variação em composição química do que as de origem vegetal, e também alto grau variação na qualidade e digestibilidade. As farinhas de fonte animal normalmente apresentam excesso de compostos minerais, limitando assim sua inclusão na fórmula, já os derivados proteicos de origem vegetal apresentam fatores anti-nutricionais que durante o processamento devem ser inativados. Proteínas vegetais são ótimos ingredientes na dieta de cães e gatos, pois apresentam grande digestibilidade e energia metabolizável, auxiliando na redução da matéria mineral da dieta e controlando o excesso de bases do alimento e mantendo adequada a digestibilidade do produto. (CARCIOFI, 2008).

7. Exigências protéicas

As exigências proteicas são determinadas em função do atendimento das necessidades metabólicas em aminoácidos e nitrogênio, ou seja, quanto mais estreita for a relação entre o perfil de aminoácidos do alimento e o perfil corporal do animal, maior será o valor biológico do alimento e menor será a porcentagem de proteína necessária na ração, Ost et al., 2007 & Redvet et al., 2011. Seixas et al., 2003 & Redvet et al., 2011, afirmam que as necessidades proteicas variam em função da faixa etária do cão e do gato, além de estresse, crescimento, gestação, lactação e estado de saúde, conforme a tabela 1.

Cães em crescimento têm exigência proteica muito maior do que cães adultos, afinal necessitam de mais proteína para construir novos tecidos associados ao processo de desenvolvimento (crescimento). No entanto, essa fórmula é a mesma para os filhotes de gatos. Já na fase adulta esses pets necessitam de proteínas de alta qualidade para auxiliarem na manutenção da massa magra, além disso, é uma das fontes de energia preferidas por eles. Cães e gatos idosos, ao contrário do que muitos pensam, necessitam de concentrações proteicas superiores aos níveis encontrados nas dietas de manutenção. Um nível suficiente de proteína na dieta é essencial para manter a condição física saudável desses animais e principalmente, prevenir a perda de massa muscular e ter um sistema imunológico saudável. Gatos idosos apresentam naturalmente alta exigência de proteína. (PURINA, 2016).

8. Processamento

O processamento das fontes proteicas pode ocasionar diversas alterações nesses compostos. Cavalari et al,. (2006) avaliaram o efeito da extrusão na digestibilidade de alguns ingredientes utilizados na alimentação de cães. Para os autores a utilização de técnicas de processamento adequadas permite aumento no nível de inclusão de soja extrusada nas dietas de cães.

Já nas proteínas de origem animal, como a farinha de carne extrusada e não extrusada e farinha de vísceras extrusada e não extrusada percebe-se melhora nos coeficientes de digestibilidade aparente da proteína, conforme tabela 2. Para Egaña et al,. (1991) & Redvet et al. (2011) os efeitos positivos relacionados a extrusão sobre a digestibilidade estariam ligados à desnaturação de enzimas, à destruição de fatores tóxicos e à diminuição da contaminação bacteriana do produto final. Afinal, durante o processo de extrusão, os aminoácidos podem sofrer alterações substanciais quando submetido ao tratamento térmico. Exemplo disso é o processamento da lisina, um aminoácido responsável pela síntese proteica e sensível ao calor, podendo assim sofrer uma reação química com o açúcar, como já citado neste artigo. Essa reação é conhecida como Mailard, segundo Lehninger et al., 2006, ocorre uma junção do grupo carbonila dos açúcares redutores com o grupo amino das proteínas, de peptídeos ou aminoácidos. Parte do nitrogênio estaria inativado no trato gastrointestinal dos animais, atribuído à redução da taxa de hidrólise proteica, portanto impedindo o acesso das proteases. (VAN SOEST, 1994). Sendo assim, é de extrema importância controlar o processamento de fontes proteicas tanto de origem animal quanto de origem vegetal, visando manter a qualidade dos produtos.

9. Considerações finais

Cães e gatos tornaram-se parte da família dos brasileiros. Portanto, o estudo relacionado à nutrição desses pets é de extrema importância, visto que o proprietário busca produtos no mercado que proporcionem maior qualidade de vida e longevidade para seus companheiros, além disso, apreciam aqueles que são de qualidade e de baixo custo. Sendo assim, este trabalho buscou aprofundar conhecimentos relacionados a um dos componentes fundamentais para a dietas de cães e gatos, a proteína, um composto que deve ser processado com profunda atenção devido as suas peculiaridades relacionadas a desnaturação.

Proteínas são excelentes fontes de energia para o organismo. Além disso, são responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento do animal. Por isso compreender as diferenças nutricionais entre os pets é essencial para os profissionais que atuam na área de nutrição animal. Como foi observado, gatos necessitam de maiores quantidades de nutrientes proteicos do que os cães, pois são estritamente carnívoros e possuem sensibilidade em relação a deficiência de taurina.

O processo de extrusão das proteínas é um fator importante para a digestibilidade dos animais. De acordo com as pesquisas, as fontes proteicas de origem animal apresentam maior variação em fatores químicos, digestibilidade e qualidade quando comparadas com as fontes de origem vegetal.

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
As Bases do Conhecimento Bioquímico/ Flávia de Marco Almeida, Luciene Rodrigues Kattah, Márcia Helena Borges.- 1. Ed.- São Paulo: látria, 2007. 
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CARCIOFI, AULUS CAVALIERI. Fontes de proteína e carboidratos para cães e gatos. Revista Brasileira de Zootecnia. Sociedade Brasileira de Zootecnia, v. 37, n. spe, p. 28-41, 2008.
CARCIOFI, AULUS CAVALIERI. Métodos para estudo das respostas metabólicas de cães e gatos a diferentes alimentos. Revista Brasileira de Zootecnia. Sociedade Brasileira de Zootecnia, v. 36, p. 235-249, 2007.
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OLIVEIRA, LUCIANA DOMINGUES DE. Avaliação de fontes protéicas e de tratamentos industriais da farinha de carne e ossos para cães e gatos. 2009. vi, 100 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, 2009.
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