quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Uso do ômega 3 na nutrição de cães e gatos

Amanda Mazur¹; Camilla Mariane Menezes Souza² 

¹Aluna de graduação Medicina Veterinária, UFPR.
²Mestranda em Zootecnia, UFPR.

Introdução

Resultado de uma melhor relação entre tutor e os animais de companhia, a nutrição tem sido uma grande aliada no cuidado da saúde desses animais, tendo como objetivo a maior longevidade e qualidade de vida.

Neste sentido, o uso de ômega 3 (n-3) na alimentação de cães e gatos tem sido uma alternativa interessante. O n-3 é considerado um ácido graxo poliinsaturado (AGPI) essencial, e deve ser suplementado na dieta, já que sua síntese em cães é pouco eficiente e em gatos é nula devido à ausência de certas enzimas.

O metabolismo n-3 leva a síntese de dois compostos benéficos no organismo, o ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA), que são precursores de eicosanoides, o que promovem a família uma característica antiinflamatatória. O uso desse composto é associado no tratamento de diversas afecções, como cardiopatias, neuropatias e dermatopatias.

As características dos Ácidos graxos

Os ácidos graxos possuem importantes funções no organismo que estão associadas ao armazenamento de energia, função estrutural e transportadora. São derivados de hidrocarbonetos, sendo então ácidos carboxílicos (COOH) com cadeias hidrocarbonadas, podendo ter uma variação de comprimento de 4 a 26 carbonos (LEHNINGER, 2002). Além disso, são identificados e nomeados pelo seu comprimento de cadeia (número de carbonos), quantidade e localização de duplas ligações (LEAF et al., 2005).

As duplas ligações podem ser saturadas onde todas as ligações são do tipo simples, e podem ser insaturados, o qual existe a presença de duplas ligações entre os carbonos. Essa dupla ligação pode ser única, dessa forma o ácido graxo é nomeado de monoinsaturado, se houver a presença de mais de uma dupla ligação, é considerado um poliinsaturado.

Figura 1- Exemplos de ácidos graxos Fonte: abq.org

Os ácidos graxos saturados são encontrados geralmente de forma sólida na temperatura ambiente, sendo as gorduras de origem animal ricas nesse tipo de ácido graxo, como exemplos têm-se o ácido palmítico. Na nutrição animal, a gordura bovina é uma fonte de gordura saturada comumente utilizada. Já em relação aos ácidos graxos insaturados, são compostos que em temperatura ambiente apresentam-se na forma liquida, faz parte desse grupo o ácido linolênico, conhecido como n-3. A gordura de frango é um exemplo de um ácido graxo saturado usado na formulação de cães e gatos.

Os ácidos graxos poliinsaturados (AGPI)

Os ácidos graxos poliinsaturados (AGPI) estão sendo relacionadas com a prevenção de uma série de doenças, mudando assim o conceito de que a gordura de forma geral é uma vilã para a saúde. Assim como podem agir auxiliando no controle de afecções cardíacas, podem também agir nos efeitos causados pelas gorduras saturadas (MAHAN, 1998; JENKINS, 1993) Essa classe não é sintetizada endogenamente pelo organismo dos animais, denominado de ácido graxo essencial, precisando de uma suplementação na dieta, já que existe uma deficiência enzimática que seria capaz de realizar essa síntese, as enzimas Δ9 e Δ15 dessnaturases (GONZALEZ, 2003).

Os AGPI podem ser classificados, entre n-3, ômega 6 (n-6) e ômega 9 (n-9) (Quadro 1), possuem cadeia longa, sendo que sua numeração varia conforme seu local de ligação dupla. O n-3, por exemplo, tem sua ligação entre o 3º e o 4º carbono, dando origem assim, ao seu nome.

Quadro 1 - Ácidos Graxos Poliinsaturados

Como mostrado no quadro 1, cada classe de ômega, tem um precursor, o ômega 6 (n-6) tem como precursor o ácido linoleico, e a partir desse precursor ocorre a síntese de outros AGPI essenciais por ação enzimática, o mesmo ocorre com o n-3, essas enzimas agem no comprimento de cadeia e desnaturação da mesma, com a ação de desnaturases e elongases.
Figura 2 – Metabolização dos ácidos graxos n-3 e n-6 Fonte: Adaptado por MOREIRA et al., (2002)
Para que os ácidos graxos das séries n-6 e n-3 exerçam sua ação nos processos fisiológicos, é necessário que estejam em proporções adequadas no organismo (SHEIBEL, 2016) já que esses AGPI competem pelo mesmo aporte enzimático, afetando assim a quantidade dos seus derivados (ácido araquidônico (AA) para n-6 e EPA para n-3), e realizando essa proporção, se tem uma melhor modulação de processos inflamatórios (LLOYDE, 1989; REINHART, 1996; VAUGHN e REINHART 1996), já que os eicosanoides derivados do n-6 são pró-inflamatórios, levando a quadros inflamatórios mais severos, em contraste os eicosanoides sintetizados a partir dos n-3 são menos inflamatórios. Porém a proporção de n-3 não deve ser maior do que n-6, já que ele tem uma função moduladora apenas, de equilíbrio, de forma que os eicosanoides do AA ainda possam ser sintetizados, considerando que suas funções são de extrema importância, o processo inflamatório em si é um importante mecanismo de defesa, sendo que é um sinalizador para o sistema imune.

Segundo Burr e Burr (1929), foi constatado que os animais e humanos necessitam dessas substâncias para a garantia de suas funções orgânicas. Existindo consequentemente recomendações de ingestão diária desses componentes.

A suplementação de ácidos graxos da família do n-3 tem sido um grande aliado na nutrição de cães e gatos, sendo ela com o caráter de auxílio ao tratamento ou prevenção de doenças. E por isso os conhecimentos sobre seu metabolismo, e da importância na dos seus derivados no organismo dos animais de companhia.

Ômega 3 (n-3)

A família do n-3 é formada por compostos de cadeia longa, com sua dupla ligação localizada entre o terceiro e quarto carbono. Pela ação de enzimas especificas ocorrem alterações na estrutura do precursor dessa família, o ácido alfa linolênico (18: 3 ALA), que levam a síntese de outros componentes dessa família, o ácido eicosapentaenóico (20:5 EPA) e posteriormente o ácido docosahexanoico (22:6 DHA) (CARCIOFI 2002).
Figura 3 - Metabolização do n-3 Fonte: BORGES et al. (2013)
As principais fontes dessa classe, quando considerado o ALA, são em sementes de plantas, e um grande exemplo é a semente de linhaça (TEITEBAUM e WALKER, 2001). Entretanto, ingredientes de origem animal são mais completos e também fornecem a maior parte ALA, EPA e DHA (TREVISAN e KESSLER, 2009). Segundo os mesmos autores, tradicionalmente, os ácidos graxos essenciais são comumente presentes em níveis significativos em vísceras de animais e derivados de peixes, como é o caso do óleo e da farinha.

Entretanto por haver baixa eficiência de transformação de ALA em EPA ou DHA no organismo (BURDGE, 2006; KARAPANAGIOTIDIS et al., 2007; BRENNA et al., 2009) há limitação na utilização desses produtos como fonte de n-3 na dieta de cães.

Apenas a suplementação por ALA, não é suficiente, já que a atividade enzimática para este composto em cães é pouco eficiente e em gatos nula, ou seja, mesmo que o ALA esteja presente nos ingredientes dos alimentos fornecidos aos cães e gatos o organismo não terá a capacidade de aproveitar esse composto para produzir DHA e EPA.

Óleos derivados de fontes marinhas, a concentração de derivados da série n-3 é bastante expressiva, especialmente do DHA (SANTOS, 2012). Assim, essas fontes de n-3 são preferíveis na dieta, uma vez que já estão prontamente disponíveis, havendo menor necessidade de metabolização, para gerar efeitos benéficos ao organismo (TREVISAN e KESSLER, 2009). Desta forma, são suplementados nas dietas de cães e gatos.

Para cães em crescimento, consideram-se importante suplementar os ácidos graxos n-3 ALA, EPA e DHA, uma vez que possuem funções fisiológicas importantes, especialmente em relação ao sistema nervoso central, estando em elevadas concentrações no leite da cadela supondo-se desta forma, que possam ser condicionalmente essenciais para filhotes.

As necessidades mínimas de ALA, EPA+ DHA estão descritos abaixo conforme FEDIAF (2016). Necessidades mínimas 100g MS (FEDIAF 2016)
Os AGPI estão relacionados com a síntese de eicosanoides, por exemplo, e isso ocorre para ambas às famílias (n-3 e n-6). Além disso, os ômegas garantem participação em funções estruturais de membrana e de atividade enzimática (YOUDIM et al, 2000; MOREIRA et al, 2002). A presença de atividades inflamatórias é de extrema importância para o organismo, já que o sistema imune, por exemplo, pode ser estimulado e modulado por citocinas presentes nessas reações. Porém, respostas inflamatórias exacerbadas podem ser prejudiciais à saúde e ao bem-estar.

Ácido eicosapentaenoico (EPA)

Uma das principais funções relacionada com esse ácido graxo é a sua participação na síntese de compostos biologicamente ativos, os eicosanoides, sendo esses compostos oxigenados dos ácidos graxos poliinsaturados, sendo participantes da família, as prostaglandinas (PGs), leucotrienos (LTs) e tromboxanos (TXs) (ANDRADE e CARMO 2006). Além do EPA, o ácido araquidônico (AA) também é formador de eicosanoides.

Os AGPI têm como função a participação estrutural em membranas, onde fica ligado a um grupo fosfato, sendo considerado um fosfolipídio. O mesmo é clivado por enzimas, as fosfolipases, e metabolizado, o que pode ocorrer por vias diferentes, a via da ciclooxigenase ou da lipooxigenase, que terão como produtos os eicosanoides PG (prostaglandina), TXs (tromboxanos) da série 3 e leucotrienos da série 5, e as enzimas responsáveis por essas vias são a COX e 5-LOX. O EPA compete com o AA por essas enzimas, e os derivados do EPA são considerados com atividade menos inflamatória em comparação aos derivados do AA, dando a família ômega 3 uma propriedade antiinflamatória em relação a família ômega 6. Esse efeito da família n-3 sobre a n-6 pode ocorrer devido a uma maior predileção enzimática da COX e da 5-LOX, as enzimas da síntese de eicosanóides, pelo EPA em relação ao AA, o que possibilita a diminuição da síntese de derivados do ácido araquidônico (Figura 4).
Figura 4 - Síntese dos eicosanoides Fonte: CALDER, 1998; YOUDIM et al., 2000; MOREIRA et al., 2002

Ácido docosahexaenóico (DHA)

O efeito terapêutico do DHA em grande parte está associado ao seu papel de precursor dos eicosanoides e ao seu impacto no metabolismo dessas substâncias. Assim, a suplementação dietética com fontes desse ácido graxo altera a razão entre estes eicosanoides, favorecendo os compostos menos inflamatórios (BARRETT e BIGBY 1995, REINHART et al., 1996; SCHEIBEL et al., 2015). Segundo Scheibel et al. (2015) em um estudo com gatos a suplementação de DHA foi eficiente para diminuir a PG da série par (PG2) derivada do metabolismo de AA que tem um caráter mais inflamatório que os derivados do metabolismo do DHA, ou seja, a suplementação de DHA foi capaz de desviar o metabolismo do AA.

Porém, esse AGPI tem uma importante função estrutural nas membranas celulares, inclusive de tecidos nervosos como o cérebro e no desenvolvimento da retina em filhotes de cães (CARCIOFI et al., 2002; PERINI et al., 2010). Segundo Heinermannet et al (2005) níveis plasmáticos maiores de DHA após a suplementação dietética em cães filhotes foram relacionados com uma melhor função visual. Esse efeito pode estar associado a presença do DHA em alto nível nos fosfolipídios da retina dos cães (TREVISAN e KESSLER, 2009).

De acordo com LeBlanc (2005) o uso de DHA e EPA podem levar a menor concentrações séricas de triglicerídeos e pode ser uma opção no tratamento de hiperlipidemias.

Estudos demonstram que o uso de DHA também pode ter ação antiinflamatória. De acordo com Keilley et al (2009), a suplementação de DHA em humanos diminuiu o número de neutrófilos circulantes, de proteína C reativa (PCR), uma proteína presente em inflamação, e de estimuladores de colônias de leucócitos. A suplementação com DHA, somente, foi suficiente para diminuir os níveis de PGE2, metabolito do AA, um biomarcador da inflamação (SCHEIBEL, 2015).

Uso do ômega 3 aliado a saúde de cães e gatos

Devido aos seus amplos efeitos benéficos o uso de n-3 tem sido extrapolado no tratamento de diversas afecções em cães e gatos. E uma de suas principais formas de uso é no tratamento de doenças não transmissíveis e doenças degenerativas como cardiopatias e doenças oncológicas, essas afecções são encontradas na rotina clínica, principalmente se associadas com a senilidade.

A cardiomiopatia dilatada é uma das enfermidades de maior incidência em cães de pequeno porte (PORSANI et al., 2015). Estudos demonstram que o uso de EPA está relacionado com o controle da hipertensão e o DHA nas arritmias (SOUZA et al., 2007). Um dos mecanismos do seu efeito antiarrítmico pode estar relacionado com a sua incorporação à membrana de miócitos alterando assim a função de canais de cálcio e sódio, que levam a alterações na despolarização dessas células, o que diminui a frequência cardíaca. Já o efeito antitrombótico está relacionado ao desvio do metabolismo do AA em suplementações com n-3, onde ocorre menor formação de eicosanóides como o tromboxano A2 e prostaciclina (PGI2) (FARRÉ et al., 2006). Além disso, o efeito antiinflamatório do n-3 e a redução de triglicerídeos a nível plasmático causados pelo EPA e DHA são importantes fatores no controle de cardiopatias.

Waldron et al (1998) relatam que o DHA é necessário para o desenvolvimento neurológico pois a suplementação de n-3 durante a gestação e a lactação propiciou aos filhotes melhorias no desenvolvimento do sistema nervoso com reflexos positivos na memória e na aprendizagem (HEINEMANN et al., 2005). 

No câncer a redução de óxido nítrico (NO), ciclooxigenase-2 (COX-2) pela ingestão do n-3 são importantes. A COX-2 é um produto da metabolização do AA, e essa está aumentada em diversos tipos de câncer, como o de mama (STEHR e HELLER, 2006), sendo que o câncer de mama é o de principal ocorrência em cadelas, segundo um trabalho realizado por De Nardi (2002) a neoplasia mamária foi a principal encontrada dentre os casos oncológicos, somando quase 70% dos casos, sendo que a maioria de caráter maligno. O óxido nítrico é um potenciador carcinogênico, por isso a inibição de sua síntese é benéfica (STEHR e HELLER, 2006). O eicosanóides pares são relacionados com metástases e proliferação celular, a síntese desses é diminuída pela ingestão de n-3 (STOLL, 1998).

As dermatopatias também tem alta incidênciana rotina, e em estudos realizados com a suplementação de n-3 pode se evidenciar a diminuição de prurido. As dermatites são doenças inflamatórias e por isso pode se observar o efeito benéfico da família n-3 pela maior proporção eicosanoides (CARCIOFI et al., 2002 e LLOYDE 1989).

Em pesquisas com cães caquéticos Freeman (2008) observou que uma suplementação diária de EPA e DHA levou a menores níveis de fator necrose tumoral alfa (TNF α), prostaglandina E (PGE) e a produção de interleucina 1 (IL-1), ajudando desta forma tratamento da caquexia. Segundo Ogilvie (2004) o uso do n-3 em modelos animais, observou-se uma diminuição da lipólise e na degradação de proteínas, o que em animais caquéticos ajudaria em uma melhor manutenção de seu escore corporal.

Os efeitos do uso de ômega 3 também podem ser benéficos a uma série de doenças, como a doença renal crônica, doenças odontológicas e afecções oftalmológicas. Como citado por Elliot e Lefebvre (2009), onde os efeitos anti-hipertensivos da família n-3 são benéficos na DRC, assim como a diminuição de triglicerídeos a nível plasmático. Cavallet et al., (2009) realizaram um estudo em cães que desenvolveram olho seco de forma induzida após uma cirurgia de catarata, e o uso do n-3 foi um agente na recuperação do olho seco.

Além disso, têm recebido atenção significativa no que se refere à diminuição dos sinais clínicos associados à osteoartrite (CARCIOFI et al., 2002).

Efeitos adversos relacionados ao uso de ômega 3

O uso desbalanceado pode levar a efeitos indesejáveis. Começando por problemas de coagulação devido à diminuição da agregação plaquetária, porém, em um estudo realizado por Hall (1995) não foram encontradas alterações em coagulogramas de animais alimentados a um longo período com ácidos graxos n-3.

Um estudo utilizando animais realizado por Pompéia (2000) onde os mesmos foram alimentados com n-3 tiveram uma menor resposta proliferativa linfócitos, com diminuição de células natural killer (NK) e uma pior fagocitose. É valido ressaltar que o efeito antiinflamatório é importante, porém o a resposta inflamatória é crucial na resposta do organismo a um agente agressor, uma resposta inflamatória ineficaz pode significar uma maior suscetibilidade em frente a um desafio.

Um maior número de insaturações na estrutura do DHA o deixa mais vulnerável a oxidação, o que resulta em um composto danoso a membranas celulares, e por esse motivo o uso de DHA pode ser associada com uso de vitamina E, um antioxidante no intuito de diminuição esses compostos (CATALÁ, 2009; CARCIOFI et al., 2002).

Considerações Finais

O uso de correto de ácido graxos poliinsaturados da família n-3 tem uma série de benefícios a saúde dos animais, sendo um potente coadjuvante no tratamento de diversas doenças extremamente comuns em cães e gatos. Através da suplementação de AGPI da família n-3 podem gerar respostas positivas. Uma proporção correta entre o n-6 e n-3 e uma dieta balanceada devem ser estabelecidos afim de não prejudicar nenhuma das funções orgânicas dos animais. Ainda são necessários maiores estudos sobre os efeitos adversos que podem ser causados pelo uso incorreto e indiscriminado de compostos ômega.


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