quinta-feira, 1 de março de 2018

Decifrando o rótulo do alimento pet food

Camilla Mariane Menezes Souza¹; Gislaine Cristina Bill Kaelle¹ 

¹Mestrandas em Zootecnia, Universidade Federal do Paraná, UFPR 

Introdução

A embalagem é uma forma de comunicação com o consumidor e tem grande participação na concorrência por um lugar no mercado, uma vez que é responsável pelo primeiro contato do consumidor com o produto, sendo objeto primordial para a definição da escolha para compra.

As embalagens cada vez mais presentes no cotidiano vêm apresentando diversas transformações em função de novos materiais e tecnologias. Com uma apresentação estética e visual adequada, tem uma vantagem competitiva e decisiva na concorrência nos postos de venda. Além disso, as embalagens possuem transcrito em seu material os rótulos, que são responsáveis por toda e qualquer informação referente ao produto.

Os rótulos são elementos essenciais de comunicação entre produtos e consumidores. Desta forma, é importante que as informações sejam claras e de fácil orientação a escolha adequada dos alimentos. As informações contidas nos rótulos das rações devem ser reais, para que o consumidor saiba todos os nutrientes contidos no alimento que será fornecido ao seu animal de estimação.

Neste contexto, o artigo tem como objetivo decifrar todas as informações contidas nos rótulos das embalagens de alimentos para cães e gatos.

O rótulo e suas atribuições

O rótulo deve ser o mais claro possível, permitindo ao comprador analisar com facilidade a constituição do alimento.

Para auxiliar a escolha dos diferentes alimentos industrializados, as embalagens dos produtos para cães e gatos obedecem a uma regulamentação do Ministério da Agricultura. Portanto, a forma como são apresentados os níveis de garantia e o modo de uso do alimento deve ser igual para todos os fabricantes.

O que deve conter na embalagem pet food?

Segundo estabelece o Decreto nº 76.986, de 06 de janeiro de 1976, é obrigatório em uma embalagem de alimentos completos e alimentos especiais pet food os seguintes itens: 
• Designação do alimento, seguido da finalidade a que se destina, em letras da mesma cor e tamanho; 
• Declaração dos níveis de garantia, acrescida de todos os nutrientes específicos associados aos atributos indicados ou de seus componentes;
• Informação nutricional, em caráter obrigatório e em conformidade com o presente regulamento;
• Quantidade administrada, exceto para alimentos especiais/específicos, tais como os petiscos “Snack”, deve ser expressa em unidades de peso e volume por kg de Peso Corporal – PC, de forma que atenda a exigência de energia metabolizável (EM) que deverá corresponder ao alimento tal e qual exposto à venda, nas seguintes especificações: 
a) Cães em mantença (adulto) - EM (kcal/dia) igual 132 vezes PC elevado 0, 75 (kg);
b) Cães em crescimento - EM (kcal/dia) igual 1,6 vezes EM cães em mantença;  
c) Gatos em mantença (adulto) - EM (kcal/dia) igual 70 kcal/kg vezes PC (kg); 
d) Gatos em crescimento - EM (kcal/dia) igual 160 kcal/kg vezes PC (kg);

Para alimentos especiais/coadjuvantes: Deve ter em destaque informando que o produto deve ser usado como auxiliar, NÃO substituindo o tratamento convencional e “Alimentos sob orientação profissional”.

INFORMAÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO

Expressões: 

• “Light”, “lite”, “leve”, “baixa caloria”, “low calorie”, “reduced calorie”, “caloria reduzida”, “low energy”, “baixa energia”, “low fat”, devem ser colocados na face externa/frontal do rótulo. 
• Free: significa o atributo “não contém”. 
• Para alimentos especiais/específicos, tais como petiscos, “Snack”, deverão constar nos dizeres de rotulagem da seguinte expressão “ESTE PRODUTO NÃO SUBSTITUI O ALIMENTO COMPLETO”.

Composição Básica:

Neste item devem estar expostos os ingredientes utilizados na formulação do alimento, incluindo fontes de carboidratos, proteínas, gordura, vitaminas, minerais, aditivos, prebióticos, palatabilizantes, corantes. Devem ser listados em ordem decrescente conforme a quantidade utilizada na fórmula. É indicado que estes ingredientes sejam dispostos por ordem de inclusão, de maior quantidade para menor quantidade, ou seja, começando do ingrediente que tem em maior quantidade na formulação.

O alimento, popularmente conhecido como rações, possui diversos ingredientes na sua constituição. É altamente proibido as empresas mentirem ou omitirem em relação aos ingredientes que utilizam. Muitas vezes os ingredientes são o que diferem uma marca da outra. Então atente-se a descrição desse item.

Termos gerais e ambíguos como “cereais” ou “carne e subprodutos (ou derivados) animais” são referentes a uma série de ingredientes de qualidade variável. As indústrias usam estes termos quando as receitas estão sujeitas a alterações frequentes ou como prática de marketing, porque se os ingredientes fossem descritos os clientes poderiam deixar de comprar. Além disso, termos gerais como os apresentados acima são utilizados para não descrever a fórmula secreta utilizado pela empresa. 

Composição básica (Ingredientes): Farinha de vísceras de frango, farelo de glúten de milho 60*, ovo desidratado, proteína isolada de suíno, milho integral moído*, quirera de arroz, polpa de beterraba, gordura de frango, óleo de peixe, gordura suína, ácido propiônico, antioxidantes BHA e BHT, cloreto de potássio, cloreto de sódio, hidrolisado de suíno e frango, levedura seca de cervejaria, mananoligossacarídeos (0,20%), parede celular de levedura, vitamina A, vitamina B12, vitamina C, vitamina D3, vitamina E, vitamina K3, ácido fólico, ácido pantotênico, biotina, cloreto de colina, niacina, piridoxina, riboflavina, tiamina, cobre aminoácido quelato, ferro aminoácido quelato, iodeto de potássio, manganês aminoácido quelato, proteinato de selênio, sulfato de cobre, sulfato de ferro, sulfato de manganês, sulfato de zinco, zinco aminoácido quelato. *Contém milho e farelo de glúten de milho 60 transgênicos (espécies doadoras de gene: Bacillusthuringiensis, Agrobacteriumtumefaciens, Streptomycesviridochromogenes) Fonte: Premier Pet.

Subprodutos:

Define um subproduto animal como qualquer parte de uma carcaça de um animal, ou qualquer matéria de origem animal, não destinados ao consumo humano. Caracterizados como tecido animal reciclado sem adição de pêlos, cascos, chifres, couro, esterco e conteúdo estomacal, exceto em quantidades que as boas práticas de processamento não conseguiram evitar.

Os subprodutos comumente utilizados na composição de rações para cães e gatos são: farinha de carne e ossos, farinha de vísceras de aves, farinha de sangue, farinha de peixe e, dependendo do segmento a qual se destina, farinha de penas.

Além dos ingredientes provenientes do processamento de carcaças animais, há subprodutos de origem vegetal, os quais são resíduos obtidos a partir do beneficiamento do milho, soja, trigo, arroz, entre outros, por exemplo. Sendo que ao final de cada processamento o subproduto terá um papel nutricional diferente. O glúten de milho, por exemplo, será utilizado na composição como fonte proteica, já a casca de soja, por sua vez, fonte fibrosa.

Cereais:

O termo “cereais” refere-se a qualquer produto de qualquer cereal incluindo trigo, arroz, cevada, milho e outros. Apesar deste termo atrair bastantes críticas, é preciso notar que não é necessariamente indicativo de ingredientes de má qualidade já que inclui todos os cereais, dos melhores aos piores. Muitas vezes apresenta-se individualmente na constituição.

Níveis de garantia:

Contém as quantidades de nutrientes contidos no alimento. É importante os donos compreenderem sua relevância na alimentação do seu animal de estimação.
• Os níveis de garantia deverão estar correlacionados com a composição do produto;
• Deverão ser expressos em mg/kg quando a concentração for inferior a 10.000 mg/kg e em g/kg quando for superior ou igual a 10.000 mg/kg;
• Na declaração dos níveis de garantia de macrominerais e aminoácidos deverá ser considerada a quantidade total, referente à quantidade adicionada e o presente nos demais componentes do produto;
• Os níveis de garantia de macrominerais, microminerais, vitaminas e aminoácidos devem ser expressos em valores mínimos, com exceção do cálcio expresso em mínimo e máximo e do flúor expresso em valor máximo.

Proteína bruta (PB): É expressa em porcentagem, declara a quantidade mínima de proteína presente no alimento. Conforme os ingredientes utilizados na formulação é que se pode saber a qualidade da proteína usada na formulação, o que explica que nem sempre um alimento com maior percentual de proteína é melhor que um outro produto com menos quantidade. Uma dica ao escolher um alimento é levar em consideração a digestibilidade das fontes utilizadas. A digestibilidade de uma proteína (ou de qualquer alimento) é simplesmente o quanto o tratogastrinstestinal consegue absorver dos nutrientes ofertados.

A proteína está diretamente ligada à formação dos ossos, músculos e estruturas nervosas, por isso é um componente importantíssimo para a saúde do seu animal. Dietas de qualidade inferior utilizam partes pobres em proteína, deixando o alimento fraco do ponto de vista nutricional.

Alguns benefícios da Proteína Bruta:
• Favorece o desenvolvimento estrutural do organismo;
• Promove a formação e o crescimento dos músculos, órgãos, pele e ossos; 
• Esta presente na carne, peixe, ovos, soja e outros.

Extrato etéreo (EE): Expressa a quantidade mínima de gordura presente no alimento, em unidade de porcentagem. Assim como a proteína, a qualidade está associada às fontes utilizadas na formulação. Esses ingredientes possuem ácidos graxos que são essenciais aos animais e participam de diversos processos biológicos no organismo.

Além de serem uma das principais fontes de energia, são importantes para o crescimento, para a reprodução e para a agregação de vitaminas. Ainda, auxiliam também na palatabilidade do alimento. O percentual mínimo sugerido é de 8%, e uma excelente ração pode chegar a 14% ou mais. 

Umidade (UM): Expressa em porcentagem, demonstra a quantidade máxima de água presente no alimento.

Toda a ração precisa de água na sua composição e esse teor de água é a UM. Umidade em excesso no alimento pode favorecer a proliferação de microrganismos nocivos. Além disso, significa que o consumidor compra mais água e menos alimento. Teores baixos de água tornam o produto extremamente seco e indigesto ao animal. Portanto opte por rações com níveis de umidade entre 8% a 12%.

Matéria fibrosa (MF): Demonstra a quantidade máxima de fibra que está presente no alimento, sendo expressa em porcentagem. Maiores níveis de fibras geralmente é empregado em alimentos específicos como, por exemplo, animais obesos, dieta light, pois sua inclusão tem como capacidade a redução calórica.

A MF é um componente necessário à saúde intestinal de cães e gatos. São de origem vegetal e não são metabolizadas pelo sistema digestivo, porém auxiliam em todo o processo digestivo desses animais.

A inclusão de farelos vegetais em excesso pode elevar o nível de fibra bruta para além do recomendado, comprometendo a digestão e absorção de proteínas e minerais, causando deficiência em algum desses nutrientes. A MF atua como coadjuvante no processo digestivo fazendo com que o alimento seja bem absorvido por todo o trato intestinal, desacelerando o processo de agregação nutricional e favorecendo a maior entrada de nutrientes. O percentual ideal é de 3% a 6%.

Matéria mineral (MM): Demonstra a quantidade máxima de todos os minerais presentes no alimento, expressa em porcentagem.

Corresponde a tudo o que sobrou do procedimento de fabricação da ração, são denominados como as cinzas do processo. A MM não tem nenhuma importância nutricional, porém é preciso constar no rótulo de ração, pois quanto menor sua percentagem, melhor será o aproveitamento do alimento.

Cálcio (Ca): Declara a quantidade máxima que pode estar presente no alimento, expressa em porcentagem. Um alimento com muito cálcio pode levar a problemas ósseos.

Fósforo (P): Declara a quantidade mínima que deve estar presente no alimento, expressa em porcentagem. É muito importante que se obedeça a uma relação entre as quantidades de cálcio e fósforo do alimento. A relação recomendada de Ca:P é de 2:1, ou seja, até duas partes de cálcio para cada parte de fósforo incluída na dieta.

Fonte: Portal Nestlé (Proplan).

Mínimos e Máximos:

Alguns nutrientes podem comprometer a qualidade caso sejam adicionados em excesso, tendo então limites máximos:

UM: excesso de umidade pode favorecer a proliferação de microrganismos nocivos no alimento. Além disso, significa que o consumidor está comprando mais água e menos ração.

FB: componente necessário à saúde intestinal de cães e gatos. A inclusão de farelos vegetais em excesso pode elevar o nível de fibra bruta além do recomendado. Isso pode comprometer a digestão e absorção de proteínas e minerais, causando deficiência destes nutrientes. Uma quantidade maior de fibra reduz a qualidade do produto porque reduz a densidade energética e também pode levar à diarreia. A quantidade de fibra pode ser maior em alimentos específicos (light), como os produtos para animais obesos.

MM: Minerais em excesso comprometem a qualidade das dietas, pois quanto maior o teor de matéria mineral, geralmente representada pela maior participação da farinha de carne e ossos na composição do ingrediente, menor sua digestibilidade, visto que haverá redução no teor de matéria orgânica do alimento. Além disso, essas farinhas proteicas possuem grande quantidade de Ca e P (CARCIOFI et al., 2006).

Ca: Um alimento com muito cálcio pode levar a problemas ósseos. A elevada ingestão de cálcio não é benéfica aos animais, pois o excesso desse mineral resulta em competição e redução da absorção intestinal de outros minerais. A alta concentração de cálcio em algumas rações, principalmente as utilizadas na alimentação de grande porte, pode resultar em maior incidência de doenças osteoarticulares.

Relação Ca:P: É importante a manutenção de adequada relação Ca:P (1:1 a 2:1, no máximo), pois o excesso de um dos minerais compromete a absorção do outro.

Outros, cuja falta poderia acarretar problemas para a saúde dos animais, possuem limites mínimos:

PB: serve para formar os ossos, músculos, estruturas nervosas;
EE: é a principal fonte de energia, importante para o crescimento e a reprodução;
P: Sua deficiência pode levar ao retardo no crescimento, hiporexia, menor mineralização óssea (osteomalácea), entortamento de pernas, hipofosfatemia. Está associado ao excesso de Ca nos alimentos (relação Ca:P maior que 2:1). 
Energia metabolizável: A densidade energética da dieta deve ser suficientemente alta para permitir que os cães e gatos obtenham calorias suficientes para manter o balanço energético, já que a energia é o principal fator que determina a quantidade de alimento consumido por dia e, portanto, a ingestão dos demais nutrientes. 

Fonte: Inmetro (2006).
São importantes que tanto os limites máximos e mínimos sejam obedecidos e respeitados pelas indústrias, e apresentados no rótulo da embalagem.

Muitos proprietários alimentam os animais de estimação à vontade com um produto seco e não se preocupam com a sobrecarga no consumo. Entretanto, com a fabricação de produtos de alta qualidade, alta palatabilidade e alta densidade energética, uma menor quantidade do produto é necessária para alimentar os animais.

Enriquecimento:

• As vitaminas e microminerais constantes na formulação dos produtos deverão ter seus níveis de garantia declarados no campo denominado enriquecimento.
• As vitaminas A, D e E deverão ser garantidas em UI/kg (Unidades Internacionais por quilograma) e a vitamina B12 em µg/kg (micrograma por quilograma).
• Os aditivos nutricionais e zootécnicos e os macrominerais constantes na formulação dos produtos deverão ter suas substâncias ativas ou elementos ativos declarados nos níveis de garantias.

Modo de usar: As quantidades recomendadas no modo de usar são obtidas a partir de fórmulas pré-estabelecidas que determinam a energia metabolizável do alimento e a necessidade diária dos animais de acordo com o peso, obedecendo a regulamentação do Ministério da Agricultura. São adequadas para a maioria dos animais e dos alimentos. No entanto, existem diversos fatores que influenciam na necessidade energética do animal, sendo necessários ajustes na quantidade oferecida para se manter o peso dentro do ideal. 

Fonte: Hercosul Alimentos (Biofresh)
Instrução normativa: Consiste em ato administrativo com normas disciplinares que deverão ser adotadas no funcionamento do serviço. O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) é o órgão responsável pela fiscalização dos produtos destinados a alimentação animal. 

A Instrução Normativa Nº 30, de 05 de agosto de 2009, estabelece critérios e procedimentos para rotulagem de produtos destinados à alimentação de animais de companhia.

DESCRIÇÃO DO RÓTULO

Nome do produto: Marca que foi elaborada para o marketing daquele alimento.
Conteúdo ou peso líquido: O enchimento interno deve atender um volume adequado.

Fonte: Premier pet
Indicação de uso: Deverá ser clara e concisa, descrevendo o objetivo do produto, constando a espécie animal, a respectiva categoria e fase a que se destina. 

Fonte: Premier pet
Claims: Chamadas, que tem intuito chamar a atenção dos compradores. São conhecidas como informações nutricionais complementares que possuem uma alegação de propriedade funcional e de saúde. As indústrias devem dizer a verdade; usar as qualificações de forma clara e visível; certificando a compreensão por trás das chamadas por parte do comprador, que nestes casos são os donos dos animais.

Por exemplo: 
“Ômega 3: reduz os triglicerídeos e o colesterol”.
“Dentes saudáveis e limpos”
“Otimiza a digestão”
“Ingredientes de qualidade”
“Sabor incrível”
“Promove uma pelagem brilhante”]

Fonte: VB alimentos (Finotrato prime – High Premium)

Símbolo de alimentos transgênicos: Se na composição existem ingredientes que se enquadram nessa classificação, é necessário que neste rótulo em específico apresente o símbolo e os microrganismos utilizados para transgenia. 

Fonte: Premier pet
Instrução referente ao uso do produto: Geralmente informa a quantidade que deve ser fornecida. Apresenta-se geralmente, uma tabela de recomendação, em que de acordo com peso do animal, a quantidade de alimento (g) que deve ser fornecido ao animal para atender as exigências nutricionais.

Identificação do lote, indicar a numeração sequencial do lote: Com o número do lote e a data de fabricação registrados na embalagem é possível averiguar a origem de todas as matérias-primas utilizadas na elaboração do alimento. Se houver uma reclamação de um cliente em qualquer lugar do Brasil e ele possuir estes dados, será possível identificar, inclusive, a placa do caminhão que trouxe a matéria-prima à unidade de produção.

Data da fabricação: indica claramente o dia, mês e o ano em que o produto foi fabricado;

Data ou prazo de validade: indica claramente o dia, mês e o ano; prazo de consumo: período no qual o produto pode ser consumido ou utilizado, após aberta a embalagem, sob determinadas condições de conservação e armazenagem, predeterminadas pelo fabricante, que assegurem as características originais do produto;

Proibido na alimentação de ruminantes: utilização de produtos destinados à alimentação desses animais que contenham em sua composição proteínas e gorduras de origem animal.

Considerações finais

Os rótulos nos permitem avaliar, de certa forma, a qualidade do produto exposto nas prateleiras dos pontos de venda, através de informações como os ingredientes incluídos e dos níveis nutricionais apresentados pelo alimento. Para isso, é necessário que saibamos interpretar cada uma dessas informações para que o produto adquirido seja o melhor em termos de custo/benefício e principalmente de qualidade nutricional.

Referências:
ARGEPASI ALIMENTOS. Decifrando o rótulo de ração. Disponível em: http://www.argepasi.com.br/mundo-pet/espaco-saude/dicas-basicas/15/decifrando-o-rotulo-da-racao
BORGES, N. U. Embalagens como forma de expressão e comunicação no ponto-de-venda de auto-serviço. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Publicidade e Propaganda) - Universidade Anhanguera, 2010. 
CASE, L. P.; CAREY, D. P.; HIRAKAWA, D. A. Nutrição canina e felina. Harcourt Brace de España S.A., Madrid, Espanha, 424pp, 1998. 
LOVE PETFOOD. Ebook: Como avaliar uma marca de ração. Disponível em .www.lovepetfood.com 
MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Decreto no 76.986, de 06 de janeiro de 1976. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Seção 1, p. 499, 1976. 
VOLPATO, P. M. Qualidade de Rações para cães adultos armazenadas em recipientes abertos e fechados. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Zootecnia) – Universidade Federal de Santa Catarina., 2014.